Esse bate papo ao vivo aconteceu no instagram @familiadetrigo. Siga para acompanhar os próximos!
Materiais que cito no vídeo
Postagens no Família de Trigo:
Linhas gerais da educação clássica:
Linhas gerais Charlotte Mason:
Currículo Tradicional Brasileiro > BNCC (Base Nacional Comum Curricular)
Currículo tradicional em inglês:
https://www.ixl.com/
Livros do Kumon:
Vídeos que gravei sobre os que tenho aqui: https://www.instagram.com/p/BXqy5W7AhFt/
Link para comprar livros do Kumon na Amazon.com.br
Livros do Gakken:
Exercícios dos livros gratuitos para download AQUI.
Coordenação motora
Perfil que gosto bastante de atividade física: @coordenacao_motora_infantil
Para quem perdeu o nosso primeiro bate papo, vai aí o video!
Realizada entre 2011-2014 com um investimento de 1.5 milhões de dólares, em parceira com a Universidade de Notre Dame, a pesquisa Cardus sobre a educação norte-americana oferece estatísticas importantes.
Com a pesquisa, Cardus (uma organização canadense de escolas cristãs) desejava responder a pergunta, "Escolas cristãs estão formando alunos engajados nos meios acadêmicos, religiosos e civis?" A pesquisa foi feita somente entre pessoas de 24-39 anos, já formados do colegial em escolas públicas, católicas, protestantes ou homeschooling. O PDF gratuito pode ser baixado aqui: http://www.tpcs.org/about-us/Cardus-Cardus_Education_Survey_Phase_I_Report.pdf
Em resumo, os dados apontam que as escolas cristãs estão formando alunos pensadores e engajados. Em contraste, os alunos homeschoolers deixam a desejar: poucos se formam na faculdade, raramente são voluntários nas ONGs da sua cidade, poucos confessam a fé dos seus pais ou dizem ter um senso de propósito na vida. A taxa de divorcio também é maior entre os homeschoolers.
Os dados merecem reflexão.
Ao refletir, porém, tenha em mente que, dos 1471 alunos entrevistados, somente 82 eram homeschoolers (GAITHER, Milton. The Wiley Handbook of Home Education, p. 41). E desses 82, somente 61 tiveram o que é categorizado como "homeschooling religiosa". Embora 61 alunos podem nos oferecer insights interessantes, um número pequeno não nos permite uma representação detalhada do movimento homeschooling.
A pesquisa também não compara dados como a metodologia de ensino no homeschooling ou se o aluno fez homeschooling somente no colegial ou desde seus primeiros anos. Claro, a pesquisa Cardus nem focaria nessas questões porque seu propósito é levantar dados acerca das escolas cristãs, e não homeschooling.
Vale lembrar também que os dados oferecidos pela pesquisa Cardus vão nos oferecer, em parte, reflexão acerca do homeschooling de 20 anos atrás. O que é muito válido, claro. Mas muito tem evoluído desde então. A pesquisa não é - e não diz ser - um retrato do movimento homeschooling na atualidade.
Os próprios pesquisadores parecem reconhecer os limites da sua pesquisa quando comentem:
"Há várias limitações nesta pesquisa que devem ser destacadas. Primeiro, sejamos cautelosos em não concluir que esses dados apontam efeitos universais de homeschooling em todos os tempos e todos os lugares. É claro que médias de todos os homeschoolers pode perder de vista fontes importante de variações entre os tipos de homeschooling. Pouco se sabe sobre o efeito de abordagens ou pedagogias de homeschooling diferentes nos resultados do aluno. Tudo isso para dizer que é difícil generalizar sobre homeschoolers pois o contexto familiar — e até o contexto na sociedade — pode modificar of resultado da experiência homeschooling. Pesquisas adicionais com mostras ainda maiores de homeschoolers seleccionados aleatoriamente será necessário para traçar essas diferenças importantes em potencial no efeito do homeschooling."
(Citação no original: "There are several limitations of this study that must be noted. First, we must be cautious about concluding that these findings reveal universal effects of homeschooling in all times and places. Of course, averages for all homeschoolers can miss important sources of variation across types of homeschools. Little is known about whether different homeschooling approaches or homeschooling pedagogies have different effects on student outcomes. All of this to say that it is difficult to generalize about homeschoolers since the family context and even the societal context can considerably modify the effect of homeschooling experiences. Additional research with larger samples of randomly selected homeschoolers will be necessary to chart these important potential diferences in the effect of homeschooling.)
Já parou para refletir o quanto a matemática formada pelo "desenho" dos números é abstrata? Nossos filhos escrevem os números e aprendem seus nomes, mas esses são conceitos que estão longe de serem lógicos para os pequeninos.
É aí que percebemos a necessidade de materiais manipuláveis, que tira esse conceito do campo abstrato e o transforma em concreto. Começamos a contar os lápis, pedrinhas, biscoitos... o que estiver ao alcance. Descobrimos o ábaco, o material dourado, e, finalmente, a Escala Cuisenaire, objeto principal dessa postagem.
Para quem ainda não ouviu falar, trata-se de hastes coloridas que representam os números de 1 a 10, aumentando em seu comprimento 1cm. (Aqui em casa utilizamos essa escala da Jottplay).
Aqui em casa seguimos a sequência de estudos do Caleb Gattegno, referência fortíssima no ensino da matemática com o uso da Escala Cuisenaire.
CONSTRUINDO A MATEMÁTICA
Nesse vídeo converso sobre esse método e mostro a primeira apostila por dentro:
Você pode ver mais informações sobre esse material especificamente AQUI.
OUTROS MATERIAIS
A princípio, a criança deve manipular a escala, aprender suas cores, perceber seus tamanhos, começar a formar figuras...Listo abaixo alguns materiais que podem ajudar nessa primeira fase:
1. Cards para formação dos números
Esse arquivo eu desenvolvi, mas a ideia foi da Isabelle Goulart - Instagram @isabelle.goulart)
DOWNLOAD - Arquivo PDF (Cards coloridos e P&B, com e sem a correspondência numérica).
DOWNLOAD - Arquivo Excel para caso haja necessidade de alterar alguma cor.
2. Cuisenaire Activity and Exploration Book - Pre-miquon
Esse arquivo PDF traz figuras e jogos para fazer com a escala.
DOWNLOAD aqui.
3. Alphabet Book
Esse é um livro

DOWNLOAD aqui.
4. Folha em Branco
Essa folha é quadriculada 1cmx1cm, para ser impressa e laminada de forma que se possa formar exercícios com a escala sobre ela e marcações removíveis com caneta para quadro branco.
DOWNLOAD - Tamanho A4.
DOWNLOAD - Tamanho A3.
5. Flash Cards
Esses flash cards lindos foram desenvolvidos pela Valeriana Melo (Instagram: @valeriana_melo). Vão do 1 ao 10.
DOWNLOAD aqui.
6. Vídeos da Isabelle Goulart

Free play.
Formação dos Números.
Régua dos números.
Como ensinar as dezenas.
Acesse o canal dela por AQUI.
7. Blog da Nani Selestrim
A Nani é uma estudiosa no assunto e dá várias dicas sem seu blog. Lá também você encontra a venda as apostilas que ela desenvolve.
Você pode acessar por AQUI.
8. [PAGO] PDL's Interactive Math Notebook Bundle for Cuisenaire® Rods
No site do Teachers Pay Teachers encontrei uma compilação de atividades para a escala cuisenaire. A indicação é de pré-escola ao 3o ano. Material muito bem feito e bonito. Na data da minha compra custou $18.
Você encontra AQUI.
(Live que fiz no Instagram do @familiadetrigo mostrando esse material)
Criei também uma pasta no pintrest com ideias de como usar a escala (http://pin.it/np6vdWQ)
[Esses materiais gratuitos e alguns outros encontrados pela internet estão na nuvem, e você pode acessar por aqui.]
Miquon Math
[Material em inglês]Prosseguindo no estudo da matemática usando a escala, chegamos aos livros do Miquon.
Miquon Math é um currículo de matemática prático para as séries 1-3, desenvolvido na década de 1960 por Lore Rasmussen na Escola Miquon, na Pensilvânia. Sua abordagem de laboratório tátil ajuda as crianças a explorarem ativamente conceitos de matemática, na prática. O programa compreende seis livros de estudantes, dois para cada série e três livros de suporte para professores. Um componente importante é o uso de hastes da Escala Cuisenaire como conexão física e visual aos conceitos de matemática.

Os livros coloridos são do aluno e trazem os exercícios. A sequência é:
- laranja (5 a 7 anos - 1º ano - Nível 1);
- vermelho (5 a 7 anos - 1º ano - Nível 2);
- azul (5 a 7 anos - 2º ano - Nível 3);
- verde (5 a 7 anos - 2º ano - Nível 4);
- amarelo (8 a 10 anos - 3º ano - Nível 5);
- roxo (8 a 10 anos - 3º ano - Nível 6).
O Lab Sheet Annotations é o material do professor. Ele contém a explicação de como passar um conceito matemático para os alunos, bem como a explicação das diversas possibilidades de cada exercício.
Na imagem abaixo (download do PDF aqui) você pode ver o todos os conceitos que a coleção aborda, e seus níveis:
O site do Miquon oferece AMOSTRA dos livros. Clique abaixo para abrir o PDF:
Orange Book
Red Book
Blue Book
Green Book
Yellow Book
Purple Book
Lab Sheet Annotations
Esse material completo você encontra para comprar o arquivo PDF no site da CurrClick (melhor preço).
Espero ter ajudado!!
Beijos
Sabrina
Beijos
Sabrina
Se minha esposa recebesse um salário como funcionária de escola ou creche para cuidar dos filhos dos outros das 8h — 18h, muitos diriam que ela está "trabalhando e correndo atrás dos sonhos". Tudo bem.
Mas ela escolheu investir esse tempo e esforço diretamente na vida dos seus próprios filhos, 24h por dia, de segunda a domingo. Sem receber salário, férias ou décimo terceiro. E justamente por isso já ouviu comentários sugerindo que é desocupada. E que seus dons e aprendizado estão sendo desperdiçados.
Será?
Se isso for verdade, logo é o salário e ambiente de trabalho que dignifica a pessoa, e não seu empenho pessoal. Desta maneira, todos os pais do Brasil (homeschoolers ou não) estão desperdiçando suas vidas toda vez que pisarem em casa. Estão desperdiçando seus dons toda vez que estiverem longe de seus chefes. Devem, portanto, buscar ainda mais horas no trabalho, e abrir mão de todos os feriados. Seu salário deve ser seu maior foco, já que, pelo padrão sugerido, quem recebe um salário maior é de alguma forma mais digno, mais realizado e mais empenhado do que os demais.
Não é um salário ou um chefe de trabalho que vai validar os planos, os sonhos ou o suor do ser humano. Fomos criados na imagem de Deus e portanto carregamos conosco toda a validação necessária para sermos criativos e produtivos, seja no mercado de trabalho, seja em outro ambiente. Quem se esforça para investir nos seus filhos — sendo homeschooler ou não — entendeu seu chamado com pai. Entendeu que nossos filhos são nosso maior investimento que dará, ao longo prazo, os frutos mais preciosos.
— Daniel
Fonte: facebook.com/FamiliaDeTrigo
Mas ela escolheu investir esse tempo e esforço diretamente na vida dos seus próprios filhos, 24h por dia, de segunda a domingo. Sem receber salário, férias ou décimo terceiro. E justamente por isso já ouviu comentários sugerindo que é desocupada. E que seus dons e aprendizado estão sendo desperdiçados.
Será?
Se isso for verdade, logo é o salário e ambiente de trabalho que dignifica a pessoa, e não seu empenho pessoal. Desta maneira, todos os pais do Brasil (homeschoolers ou não) estão desperdiçando suas vidas toda vez que pisarem em casa. Estão desperdiçando seus dons toda vez que estiverem longe de seus chefes. Devem, portanto, buscar ainda mais horas no trabalho, e abrir mão de todos os feriados. Seu salário deve ser seu maior foco, já que, pelo padrão sugerido, quem recebe um salário maior é de alguma forma mais digno, mais realizado e mais empenhado do que os demais.
Não é um salário ou um chefe de trabalho que vai validar os planos, os sonhos ou o suor do ser humano. Fomos criados na imagem de Deus e portanto carregamos conosco toda a validação necessária para sermos criativos e produtivos, seja no mercado de trabalho, seja em outro ambiente. Quem se esforça para investir nos seus filhos — sendo homeschooler ou não — entendeu seu chamado com pai. Entendeu que nossos filhos são nosso maior investimento que dará, ao longo prazo, os frutos mais preciosos.
— Daniel
Fonte: facebook.com/FamiliaDeTrigo
Fato é que nós, assim como grande parte das famílias que optaram pela educação domiciliar (ao menos as de nosso convívio), não é militante e não condenam aqueles que optam pela rede regular de ensino em absoluto.
Entendemos que, assim como pais que matriculam os filhos em determinada escola o fazem para que estes tenham a melhor formação possível, as famílias que optam pela educação domiciliar o fazem pelo mesmo motivo. Ambos estão por consciência e escolha oferecendo ao filho o melhor que podem e cada um tem seus motivos para tal.
A você, pai que matriculou seu filho na escola, não se ofenda conosco e nem ache que consideramos sua escolha descabida ou imprópria. Da mesma maneira, pedimos que estenda a mesma graça a nós que optamos pela educação domiciliar pelo mesmo motivo que você escolheu a escola: oferecer o melhor que podemos para a formação dos filhos, dos quais Deus colocou a educação e instrução sob nossa responsabilidade.
Recebemos frequentemente comentários de pessoas que começam a ter algum contato com a realidade da educação domiciliar e se posicionam a favor da escola em pontos que discordamos. Foram esses comentários que nos levaram a fazer essa postagem. Entre outras considerações, você encontrará alguma informação ou dado estatístico abaixo sobre os temas mais perguntados. São eles:
- A socialização é somente na escola.
- Sem frequentar a escola, o aluno não terá diplomação e não poderá cursar um curso superior.
- Pais sem formação específica não podem oferecer instrução específica de qualidade.
Dito isso, disponibilizamos agora alguns dados de pesquisas e considerações sobre educação que em algum momento colocam em contraste o ensino escolar e o domiciliar.
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A qualidade do ensino não é tão ruim assim, depende muito do aluno e varia muito de escola pra escola...
Sem dúvida que teremos diferença entre alunos e escolas e deixo aqui registrado o mérito dos alunos e suas famílias que se esforçam e acompanham de perto o processo escolar, mas deixo abaixo o resultado do PISA 2015 que avaliou alunos de mais de 800 escolas (particulares e públicas) nos 26 estados brasileiros e distrito federal, e que demonstra que o sistema educacional vigente regido pelo MEC, rasurado pelo construtivismo e que tem como patrono Paulo Freire deixa muito a desejar.
PISA 2015- Brasil está entre os piores em ranking mundial de educação
A prova é feita em países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e nações convidadas, entre elas o Brasil. Neste ano ciências foi o enfoque, mas também foram avaliados os aprendizados em matemática e português. O país teve baixo desempenho em todas as disciplinas.
Ciências
Mais preocupante é o nível de aprendizado médio dos estudantes nessa disciplina. Entre os avaliados, 81,96% ficaram entre o nível mais baixo de conhecimento e o nível 2 – o nível básico.
O nível 2 de aprendizagem em ciências é o mínimo necessário para se tornar um cidadão “crítico” e “informado”, segundo a OCDE.
Leitura
Já em leitura, o Brasil ficou entre os 12 piores países, com uma média de 407, bem abaixo da média de 493 da OCDE.
Cerca de 20% dos estudantes de países membros da OCDE, em geral, não atingem o nível mínimo de proficiência em leitura. Em países como o Brasil, o Peru e a Indonésia, há mais alunos no nível mais baixo de proficiência que em qualquer outro nível.
Matemática
O pior desempenho geral do Brasil foi em Matemática, disciplina em que aparece entre os cinco piores países.
No país, 70,3% dos estudantes estão abaixo do nível 2 em Matemática, o mínimo necessário para que o aluno possa exercer plenamente sua cidadania.
Leia a matéria na íntegra em Exame.com.br
[Como mais adiante prosseguiremos para um comparativo entre a educação domiciliar e escolar nos Estados Unidos, destacamos que, no ranking do Pisa 2015 (comentado acima exclusivamente sobre o desempenho do nosso país) o Brasil ocupou a 63ª posição e os EUA a 25ª posição entre 70 países avaliados.]
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Infelizmente a qualidade não é lá essas coisas, mas se não cursar a escola, não terá diploma e será privado de fazer um curso superior...
ENCCEJA
No Brasil e no Exterior, o Exame pode ser realizado para pleitear certificação no nível de conclusão do Ensino Fundamental para quem tem no mínimo 15 (quinze) anos completos na data de realização das provas. Além da certificação no nível de conclusão do Ensino Fundamental, os brasileiros residentes no Exterior podem pleitear a certificação no nível de conclusão do Ensino Médio desde que tenham no mínimo 18 (dezoito) anos completos na data de realização das provas.
Quem pode fazer o Encceja?
http://enem2018.biz/encceja-certificado-do-ensino-medio/
Para a certificação do ensino fundamental: ter a idade mínima de 15 anos completos na data de realização das provas.
Para a certificação do ensino médio: ter a idade mínima de 18 anos completos na data de realização das provas e ter concluído o ensino fundamental.
O certificado é válido em todo o território nacional e no mundo, como qualquer outro diploma de conclusão de ensino.
Para a certificação do ensino fundamental: ter a idade mínima de 15 anos completos na data de realização das provas.
Para a certificação do ensino médio: ter a idade mínima de 18 anos completos na data de realização das provas e ter concluído o ensino fundamental.
O certificado é válido em todo o território nacional e no mundo, como qualquer outro diploma de conclusão de ensino.
Até 2016 essa certificação era feita pelo ENEM. Houve a alteração mas o site do MEC continua desatualizado.
Ainda sobre a questão de educação e ensino, bem como de diplomação, aconselho que vejam o video abaixo (ignorem o título).
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Bom, se a escola que retém os especialistas em educação tem dificuldade em oferecer boa qualidade de ensino, que dirá os pais que ensinam em casa. Além do mais, a escola observa outras questões além do ensino das disciplinas, como a socialização...
Evidentemente, no Brasil ainda não é possível avaliar o desempenho de alunos provindos do ensino domiciliar, entretanto, nos respaldamos em pesquisas feitas em países onde o homeschooling já é praticado há mais tempo.Segue abaixo os pontos levantados por Ph.D Brian D. Ray sobre o homeschooling nos Estados Unidos.
Fatos e estatísticas sobre homeschooling nos Estados Unidos e no mundo
Pesquisador Brian D. Ray, Ph.D.National Home Education Research Institute
O homeschooling, ou educação domiciliar, algumas décadas atrás era considerado inovador ou ‘alternativo’, mas recentemente tem se tornado convencional nos Estados Unidos. Possivelmente é a forma de educação que cresceu mais rápido no país nessa última década. O ensino domiciliar cresce também à olhos vistos por todo o mundo, em países como Austrália, Canadá, França, Hungria, Japão, Kenia, Rússia, México, Coreia do Sul, Tailândia e no Reino Unido.
- Demograficamente, uma grande diversidade de pessoas tem adotado esta prática, como ateus, cristãos, mórmons; conservadores, libertários e liberais; pobres, classe média e famílias ricas; negros, hispânicos, e brancos; a escolaridade dos pais que adotam essa prática incluem-se aqueles que tem Ph.D, ensino superior ou apenas ensino médio. Um estudo mostrou que 32% dos estudantes em homeschooling são negros, asiáticos, hispânicos ou outros (não brancos) – (Noel, Stark, & Redford, 2013).
- Existem hoje aproximadamente 2,3 milhões de pessoas que foram educadas em casa nos Estados Unidos. Outra estimativa, verificou que haviam até 2010, em torno de 2 milhões de crianças entre 5 e 18 anos que receberam educação domiciliar (Ray, 2011). Aparentemente, a quantidade de crianças que recebem educação domiciliar cresce continuamente entre 2 a 8% ao ano.
- Famílias praticantes de educação domiciliar não são, geralmente, dependentes de programas de auxílio governamental, para promover a educação de seus filhos. Por conta dessas crianças não estarem na rede pública de ensino estima-se que o estado economize mais de 27 milhões de dólares ao ano.
- O custo para o estado, por cada criança que estuda na rede pública nos EUA é de aproximadamente US$ 11.732 ao ano. Para as crianças que são educadas em casa, em sua maioria, o custo é zero. Enquanto isso, as famílias que adotam educação domiciliar o gasto médio é de 600 dólares ao ano na educação de cada filho.
- Uma estimativas mostra que 3,4 milhões de americanos em idade adulta foram ensinados por meio de homeschooling por pelo menos um ano entre os 5 e 18 anos de idade, e na média, receberam educação domiciliar por um período de 6 a 8 anos. Se somarmos a esse número os 2,3 milhões que estão recebendo educação domiciliar atualmente, temos uma estimativa de 5,7 milhões de Americanos experienciaram homeschooling.
Razões e motivações para o homeschooling
A maioria dos pais decidem pelo homeschooling por mais de uma razão. Dentre as razões mais comum destacam-se:- Possibilitar um ensino mais acadêmicos;
- Usar métodos pedagógicos diferentes daqueles que se tem nas escolas;
- Promover uma interação social guiada e saudáveis com jovens e adultos;
- fortalecer/melhorar relação familiar das crianças com os pais e entre os irmãos;
- proporcionar um ambiente mais seguro para as crianças, prevenindo riscos como violência, drogas e alcool, bullying, racismo, sexualidade inadequada/não saudável, cada vez mais comum nas escolas;
- ensinar valores, crenças e uma visão de mundo adequada às crianças.
Performance acadêmica
- Jovens educados em casa tem obtido 15 a 30% mais pontos do que jovens que estudaram na rede pública de ensino dos Estados Unidos, conforme verificado em ‘achievement tests’. Um estudo publicado em 2015 verificou que crianças negras que receberam ensino domiciliar tiveram pontuação nas provas 23 a 42% maior do que crianças negras que estudaram em escolas públicas (Ray, 2015);
- O estudo mostra também que os estudantes tem demonstrado pontuação acima da média independente do grau de escolaridade ou faixa de renda dos pais, que são seus professores/tutores na educação domiciliar;
- Também não foi verificada relação de desempenho dos alunos com o fato dos pais serem ou não professores certificados;
- Em países com diferentes graus de controle estatal sobre atividades de homeschooling não foi possível verificar diferenças no desempenho escolar e acadêmico dos estudantes;
- Jovens educados em casa têm demonstrado pontuação acima da média em testes admissionais para universidades.
Socialização: desenvolvimento social, emocional e psicológico
- Jovens educados por homeschooling tem demonstrado graus de sociabilidade normais e acima da média. Pesquisas verificaram traços e habilidades de liderança, autoconhecimento, autoestima, participação em serviços comunitários, entre outros.
- Jovens educados em casa são regularmente mais envolvidos em atividades sociais e educacionais junto a comunidade. Comumente envolvem-se em atividades e grupos tais como escoteiros, igrejas, atividades esportivas da comunidade, voluntariado etc.
- Adultos que foram educados por homeschooling têm se demonstrado politicamente mais tolerantes em relação aos que foram educados por escolas.
Respeito as diferenças entre as crianças
Um pesquisar verificou que o homeschooling dá as crianças e adolescentes a chance de se perguntar “quem eu sou? ” e “o que eu realmente quero”, por um processo de autoconhecimento gradual, vão tendo resposta aos seus questionamentos, onde verificou-se que meninas desenvolvem suas forças e habilidades que contribuem ao seu autoconhecimento e autoestima.Sucesso do homeschooling no mundo real
Para medir o sucesso efetivo do homeschooling, uma pesquisa foi realizada em adultos que foram educados por homeschooling por mais de 7 anos. A pesquisa demonstrou, por exemplo, que:esses adultos demonstram ser mais participantes em serviço comunitário do que a média geral da população;
- esses adultos demonstram maior engajamento em eleições e exercendo direito de voto, em comparação à média da população;
- ingressam na universidade em maior percentual do que a média geral da população;
- na vida adulta, compartilham valores e crenças de seus pais com maior facilidade.
Interpretação geral dos dados sobre sucesso ou fracasso do homeschooling
É possível que o homeschooling cause os benefícios apresentados na pesquisa. Contudo, a pesquisa não pode conclusivamente ‘provar’ que o homeschooling cause estes resultados. Ao mesmo tempo, não há nenhuma evidência empírica que a educação domiciliar cause resultados negativos em comparação a educação por meio de escolas públicas ou privadas. Pesquisas futuras podem responder melhor à questões supervenientes.Dados da pesquisa
Pesquisador: Brian D. Ray, Ph.D.
Publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisa sobre Educação Domiciliar (EUA)
Todos os direitos reservados a Brian D. Ray, Ph.D., pelo National Home Education Research Institute
Artigo original em inglês: https://www.nheri.org/research/research-facts-on-homeschooling.html
Tradução por Marlon Derosa, Estudos Nacionais. Permissão da tradução concedida em: Abril de 2017.
Sobre a autoria da pesquisa
Dr. Brian D. Ray é presidente do National Home Education Research Institute (NHERI). É Ph.D. em Educação pela Universidade do Estado de Oregon (Oregon State University). O instituto NHERI realiza estudos e pesquisas coletando dados primários que são subsídio para pesquisadores, legisladores, administradores públicos, jornais e publicações científicas. NHERI publica diversos relatórios e pesquisas inéditas na área acadêmica além do jornal Home School Research.
Mas não é contra a lei deixar de matricular o filho na escola?
Temos outra postagem que te ajudará a entender essa questão... Clique aqui para acessar "Homeschooling é ilegal?"
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Sobre a questão educação e ensino, quero recomendar fortemente que você, homeschooler ou não, assista o video anteriormente postado em sua versão completa:
Espero que essa postagem seja em alguma medida esclarecedora em seus pontos principais e que sirva de incentivo para os que querem se aprofundar no assunto.
Com bastante frequência encontramos famílias que dizem "Homeschooling é ótimo... Pena que é ilegal!" ou mesmo pessoas de muito boa índole que propagam isso como verdade e que acabam corroborando para um entendimento muito superficial e equivocado.
Será mesmo que a educação domiciliar é ilegal no Brasil? O video abaixo te ajudará a esclarecer essa questão!
Recursos:
- Slides do vídeo
- Sobrestamento de 22 de novembro de 2016 (suspensão de todos os processos envolvendo as famílias educadoras pelo Ministro do STF Roberto Barroso)
- Parecer da assessoria Jurídica da Câmara dos Deputados - Quem tem medo do homeschooling?
- A Situação Jurídica do Ensino Domiciliar no Brasil – Dr. Alexandre Magno
- Educação Domiciliar Audiência Pública realizada pela Comissãode Legislação Participativa, em 2013, para debater o tema Educação Domiciliar
- Andamento do processo 822 - Possibilidade de o ensino domiciliar (homeschooling), ministrado pela família, ser considerado meio lícito de cumprimento do dever de educação, previsto no art. 205 da Constituição Federal
Agradecemos ao Dr Alexandre Magno e a ANED pelo serviço de excelência prestado em favor das famílias brasileiras que optaram pela educação domiciliar.
Por Manoela, do blog EducArte - educar em casa
Iniciar atividades com o primeiro filho pode ser um desafio. Qual é a hora de começar? Depende. Cada criança tem um desenvolvimento particular e a resposta para essa pergunta depende da maturidade e do interesse que a criança apresenta. É bom começar a estimular os filhos bem cedo: ler para eles, propiciar atividades que desenvolvam um bom desenvolvimento das habilidades físicas, apresentar belas imagens, explicar com precisão tudo o que a criança perguntar, cantar com ela e para ela. Isso já é ensinar, mas não é necessário que se comece as atividades de escolarização em tenra idade.
Para quem pretende começar a ensinar uma criança entre dois e três anos é bom ter em vista os seguintes aspectos:
- Homeschooling é uma modalidade de ensino que não é igual escola, então não tente trazer a escola para casa sob pena de causar frustração tanto para o educando quanto para a educadora. O tempo longo que as crianças passam na escolinha não é todo gasto com atividades educativas. Muito se despende com aspectos necessários para que uma turma realize uma tarefa: reter atenção do grupo, longas explicações, assegurar que todos cumpriram com os objetivos, deslocamento de grupo de um espaço para outro. Em casa, uma criança dessa idade não precisa ficar horas fazendo atividades. Em pouco tempo ela cumpre com todos os objetivos que levariam uma tarde toda para se atingir com um grupo. Por isso, não massacre seu filho planejando uma rotina com muitas atividades. No tempo livre, deixe ele brincar e se dedicar às atividades de outro tipo.
- Na hora de planejar sua rotina lembre-se de que é natural que a criança pequena não tenha muita concentração. Por isso não conte que ela ficará mais do que 10 minutos em uma tarefa. O ideal é prever uma sequência para mudar o foco quando ela perder o interesse. Não se preocupe em oferecer muita informação, é preciso consolidar as novidades. Portanto, a repetição é sempre bem-vinda. Apresente a mesma atividade repetidamente e não passe para outro tema sem que se tenha dominado o anterior. Poucas coisas bem feitas é melhor do que muitas mal feitas.
- Cada criança tem um ritmo. Caso seu filho não se interesse ou não consiga fazer algo que você planejou não desanime, apresente a atividade novamente depois de algumas semanas. É possível que ele ainda não tenha maturidade para realizar aquela tarefa em especial.Procure outros meios de desenvolver a mesma competência.
- Deixe seu filho fazer as coisas por si mesmo. Não segure a mãozinha ou faça por ele. Não obrigue. Sempre mostre passo a passo para a criança como se faz aquilo que você planejou, então ela irá naturalmente reproduzir do modo que conseguir. Forçar ou fazer pela criança é o melhor modo de criar antipatia pelo assunto.
- A repetição dá segurança para os pequenos. Por isso, ter uma rotina previsível ajuda muito a garantir o ritmo de estudos. Se a criança souber que em determinado horário fará uma sequência de atividades, ela passará a esperar por esse momento sem resistências. Apresentar subitamente uma série de atividades num único dia pode ser assustador. Introduza um elemento de cada vez e só apresente o seguinte quando estiver satisfeita com a rotina do anterior.
- A ideia de previsibilidade é benéfica para a vida infantil em todos os aspectos. Esse é um modo de criar tranquilidade e harmonia no ambiente familiar. Além disso, essa é a fase de ouro para se desenvolver bons hábitos que acompanharão a pessoa pelo resto da vida.
- Para iniciar uma rotina de atividades é interessante criar pequenos rituais para o momento dos estudos. Assim, a criança fica ansiosa para mostrar que já sabe o que é esperado dela e participa de tudo com alegria. Quando quero envolver a atenção da criança em algo novo e encontro dificuldade costumo criar uma música associada aquele momento ou uma sequência divertida de gestos. Por exemplo, quando está na hora das atividades começamos com uma música sobre trem, fazemos uma fila e vamos andando até os nossos materiais. Com isso, as crianças já correm para “entrar no trem”.
- É sempre bom dramatizar nos gestos e na voz para chamar atenção para si. Isso é ainda mais eficaz durante as leituras em voz alta.
- Se o seu filho não para quieto e não se atraí pelo que você propõe, comece apresentando atividades pelas quais ele se interesse. Logo ele irá se acostumar com a ideia de fazer trabalhos dirigidos e irá aceitar o que você propuser. Minha filha nessa idade começou a prestar atenção no que eu ensinava porque amava lidar com tinta, a irmã por sua vez era mais atraída por tesouras. Caso isso demore, tenha paciência, proponha outra coisa, seu filho pode ainda não estar maduro.
- É sempre bom lembrar que crianças que passam muito tempo diante de telas (computador, televisão, tablets e afins) tendem a se concentrarem muito menos nas atividades. Na vida real nada tem o ritmo das tecnologias. Em geral, a criança acostumada com o tempo da ação virtual se entedia facilmente e não acha atrativo ouvir histórias, desenhar, brincar no quintal. Quanto menor a quantidade de tempo diante da televisão melhor e maior será a chance de ela se interessar pelo que for proposto. Vale lembrar que existem diferentes temperamentos de crianças. Algumas crianças precisam de mais movimento do que outras. É bom respeitar as inclinações naturais de cada personalidade, mas cuidando para não extremar as tendências naturais. É bom para uma criança com tendência à inatividade que se estimule a atividade física, mas é bom deixá-la livre para executar tarefas mais pacatas e que tenha tempos de ócio – que não precisam ser na frente da televisão; É bom para uma criança com tendência ao movimento que se faça atividades que exijam repouso e concentração intelectual exclusiva. Mas é bom deixá-la livre para correr e pular muito.
- Um modo importante de manter a criança focada no que está fazendo é assegurar que no ambiente onde se estuda ou executa atividades não se tenha muitos estímulos. Caso haja brinquedos, objetos muito coloridos, sons dispersantes no espaço onde ela deve fazer suas atividades, ela facilmente poderá se distrair. Por isso a preparação do ambiente também é importante.
- Quando seu filho não para quieto reflita se ele esta gastando suficientemente sua energia física. Criança precisa testar o próprio corpo, aprender a usá-lo, ou seja, precisa se movimentar. Para melhorar a concentração é interessante desenvolver alguma atividade física antes da atividade intelectual. Depois de atividade física - correr um bom número de voltas, imitar animais, pular- a criança estará mais apta a se concentrar numa atividade mental. Outro bom recurso é propor atividades que aliem as duas coisas.
- Atenção, crianças pequenas não precisam de muito estímulo artificial. Deixar a criança explorar e desenvolver autonomia já é um bom estímulo global para a criança. Além disso, muitas mães pensam que é necessário entreter seus filhos todo o tempo. Isso gera uma dependência no filho, que passa a querer ser entretido e a ter dificuldade em suportar a solidão saudável. Eles precisam aprender sozinhos a encontrar o que fazer. Até mesmo quando alegam estarem se sentido entediados é bom, porque precisam administrar também esse sentimento.
- Tempo em playgrounds e parques nunca é tempo desperdiçado e sempre é tempo de aprendizado! Transferir areia de um balde para outro é uma brincadeira, mas é também uma atividade valiosa para os pequenos. Áreas ao ar livre estimulam o desenvolvimento de inúmeras competências físicas e favorecem a socialização com outras crianças.
- Envolva seu filho nas suas atividades da casa. Contribuir desde cedo com as atividades domésticas é ótimo para a criança em todos os aspectos. Atividades simples do dia-a-dia e proporcionais ao tamanho e a força da criança são extremamente educativas. Lavar uma colherinha, separar roupas em pilhas de categorias diferentes, estender um lençol, dobrar uma toalhinha, guardar os objetos no lugar certo são todas tarefas extremamente educativas não apenas porque ensinam a lidar com a vida prática, mas também porque desenvolvem o raciocínio e a coordenação.
- Leve consigo seu filho para suas atividades fora de casa. Isso demanda um tempo de treinamento com a criança para que ela possa aprender o comportamento adequado, mas colabora para um aprendizado muito rico sobre o mundo que o cerca, sobre a convivência entre os adultos e sobre a sociedade. Não deixe de fazer isso por receio de incomodar terceiros, educar seus filhos é mais importante do que a opinião alheia. Depois de acostumados eles certamente vão encantar os observadores devido ao bom comportamento.
- Em famílias numerosas a criança pequena entra na rotina dos mais velhos de modo orgânico e sem esforço. Por isso, começar atividades com o primeiro filho pode ser mais difícil do que com os demais. Muitas mães são impelidas a achar que seus filhos ficarão pouco estimulados em casa e que a presença de outras crianças assegura o bom desenvolvimento. Note-se, porém, que em um grupo homogêneo de crianças da mesma idade aquelas que tem irmãos são mais estimuladas do que as demais, ou seja, a socialização familiar supera a escolar e a escola não supre essa riqueza. O melhor estímulo e o melhor parceiro de atividades certamente é um irmão.
Educação Clássica
[Hangout] A importância da Educação Clássica e o ensino do latim na formação dos filhos
março 09, 2017Deixamos aqui o vídeo no nosso hangout que foi ao ar no dia 07/03/2017.
Nosso agradecimento especial ao Prof Willian e Lissandra por sua disposição, empenho e ajuda generosa. À Luciana e Ana Elisa que com tanto carinho e interesse deram início a esse projeto.
Livros citados
- História da Educação na Antiguidade - Henri-irénée Marrou
- Ensinando o Trivium - Harvey Bluedorn e Laurie Bluedorn - Monergismo
- First Thousand Words in Latin - Heather Amery - Paperback
- Minimus: Starting out in Latin - Barbara Bell- Lingua Latina per se Illustrata, Pars I: Familia Romana - Hans H. Orberg
- The Orbis Pictus - John Amos Comenius
Ficou interessado no curso? CLIQUE AQUI!
Hoje divido com vocês como é um pouquinho do "hardware" do homeschooling aqui de casa. No vídeo mostro o espaço, brinquedos e atividades do nosso homeschooling 2017.... vem ver!
Você pode acompanhar o dia-a-dia do nosso homeschool AQUI ou pelo Instagram @familiadetrigo
Nossas sugestões de livros você encontra AQUI ou pelo Instagram @ftdicadelivro
Alguns links
Indicação do site de brinquedos educativos: Jott Play45 semanas de atividades 2-3 anos: Home CEO Academy
Apostila Super Simple Learning - Animals
Apostila Shapes
Apostila O Deus Criador (Boas Novas aos Pequeninos)
Apostila Kumon My First Book of Tracing
Apostila Ciranda Escolar - Jardim
Planejamento Homeschooling 2017
Deixe sua dúvida ou sugestão aqui nos comentários! :)
Quando o Arthur ainda tinha poucos meses, vi na internet e me interesseI muito pelo trabalho do professor Carlos Nadalim. Sem perder tempo, sentei com meu marido e analisamos a proposta do curso. Juntamos as economias que tínhamos e decidimos investir na compra do curso, o que valeu cada centavo. (Sim, eu sou pedagoga. Não, a gente não vê isso na faculdade.)
Mas além do curso, o professor disponibiliza juntamente com sua equipe um material riquíssimo, vasto e gratuito em seu site Como Educar seus Filhos. Mas especificamente sobre alfabetização, ele disponibiliza gratuitamente o e-book "As 5 etapas para alfabetizar seus filhos em casa". Vale a pena conferir!
O e-book "As 5 Etapas para Alfabetizar seus Filhos em Casa - O Guia Definitivo" traz para você a essência do método eficaz de alfabetização criado pelo prof. Carlos Nadalim, ao longo de cinco anos de pesquisas.
Repleto de exercícios divertidíssimos, que, além de ensinarem, aproximam pais e filhos, nosso e-book auxiliará você a iniciar, em sua casa, a pré-alfabetização de seus filhos.e, além de ensinarem, aproximam pais e filhos, nosso e-book auxiliará você a iniciar, em sua casa, a pré-alfabetização de seus filhos.
Sequência para a pré-alfabetização
Você aprenderá uma sequência clara, comprovadamente eficaz, para guiar seus filhos na fase de pré-alfabetização.
Exercícios eficazes
Em cada uma das 5 etapas, você encontrará exercícios divertidos e eficazes, que lhe servirão de pontapé inicial para o treino das habilidades relatadas.
Materiais extras
Além dos exercícios para cada etapa, você terá acesso a materiais extras, que complementarão seu aprendizado.
Os caminhos a se evitar
Além de mostrar o que realmente funciona, o e-book mostra o que NÃO funciona nos métodos atuais de alfabetização.
Veja abaixo o vídeo onde o Prof Carlos Nadalim, do site Como Educar Seus Filhos, apresenta seu curso e fala sobre os métodos de alfabetização ineficazes, bem coo apresenta o princípio alfabético através do método fônico.
Aqui em casa costumamos fazer uma seleção de músicas para embalar o momento das atividades. Segue abaixo uma compilação das que temos ouvido bastante por aqui...
Aqui estão algumas outras que gostamos!
DEUS ME FEZ PARA SUA GLÓRIA
CD INFANTIL BASEADO NO CATECISMO DE WESTMINSTER
DO ALBUM "WHY CANT I SEE GOD? "DE JUDY ROGERS
AGORA EM PORTUGUES,
E COM TRECHOS BILÍNGUES!
Hoje vai uma dica de trilha sonora que usamos muito aqui em casa, principalmente durante as aulas. Com uma melodia simples e tranquila e uma letra riquíssima baseada no catecismo de Westminster, esse álbum é um excelente recurso!
Você encontra esse álbum disponível no ITUNES e GOOGLE PLAY
Para adquirir o CD físico, consulte o site Maças de Ouro.
As instruções e o vídeo abaixo descrevem um sistema fácil de usar que ajudará os membros da sua família a desenvolverem o hábito de memorizar e relembrar as Escrituras. Ao gastar apenas cinco ou dez minutos por dia, você e seus filhos podem aprender e reter centenas de versículos!
Etapa1
Obter/confeccionar uma caixa de cartões de índice e quarenta e um divisores com guias que se encaixem dentro dela.
Etapa 2
Rotule os divisores da seguinte forma e coloque-os na caixa por esta ordem:
- 1- Diário
- 1- Dia Par
- 1- Dia Ímpar
- 7- (Dias da semana) Domingo, segunda-feira, etc.
- 31 - (Dias do mês) 1-31
Etapa 3
Escreva em cartões ou papéis os versos que você deseja memorizar. Selecione um versículo e coloque atrás do divisor "Diário". Você trabalhará na memorização deste primeiro. (Empilhe o restante dos versículos a serem aprendidos na frente do divisor Diário para aprender mais tarde.)
Quando você memorizar o versículo da aba "Diário", mova-o para trás o divisor "Dia par" ou "Dia ímpar". Conforme os divisores par e ímpar preencherem, mova os cartões para os dias da semana, substituindo o versículo dessas abas pelo versículo decorado mais recentemente, da aba "diário".
Quando as abas dos dias da semana também estiverem completas com 1 versículo cada dia, mova-os para os dias do mês a cada novo avanço dos cartões.
Etapa 4
A cada dia você dirá os versos por trás de quatro divisores:
Diário
Ímpar ou par
Dia da semana
Dia do Mês
Então, se hoje é terça-feira, dia 3, você vai dizer os versos por trás de Diário, Dia ímpar, terça-feira, e 3.
Tenha em mente que apenas o verso atrás de "Diário" é um novo que você está memorizando; Todos os outros são apenas revisão. Usando o sistema todos os dias do mês, você vai rever todos os versículos que você conhece todos os meses do ano! Recomendamos colocar versos que você sabe muito bem atrás do dia 31, uma vez que é revisado com menos frequência.
Fonte:
https://simplycharlottemason.com/timesavers/memorysys/
Muitas vezes ouvimos pessoas que tiveram aquele primeiro contato com o homeschooling e gostariam de se aprofundar. Outras vezes tratam-se de pessoas que ouviram falar e já formaram uma opinião contrária sem nem mesmo conhecer superficialmente o assunto. Se você está em algum desses casos, ou gostaria de recomendar algum material para alguém que esteja querendo/precisando de algum esclarecimento inicial, recomendamos essas duas entrevistas que seguem do querido casal Renata e César Santos. Vale muito a pena! Entenda e compartilhe!
Acompanhe a Renata em seu blog pessoal e também seu trabalho através do Simeduc!
"Tirei meus filhos da escola para educá-los em casa e não me arrependo"
Melissa DinizDo UOL
Por questionar se a metodologia de ensino utilizada no Brasil é capaz de preparar as crianças para a vida, a fisioterapeuta e professora universitária Renata Costa de Miranda Santos, 39, de Belo Horizonte (MG), decidiu, em conjunto com seu marido, Cesar dos Santos, retirar seus três filhos da escola e educá-los em casa. Hoje, ela é membro da Associação Educar (Educação Domiciliar Reformada), que tem como objetivo divulgar o método e esclarecer dúvidas de outros pais que queiram segui-lo.
Segundo levantamento da Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar), seis mil crianças fazem “homeschooling (estudo em casa, em inglês)" no país. O método não é oficial, uma vez que a Constituição Federal e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) afirmam ser obrigatória a matrícula de crianças em idade escolar na rede regular de ensino. No entanto, por conta de um recurso em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luís Roberto Barroso determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam dessa questão.
Leia, a seguir, o depoimento que Renata deu ao UOL.
Decisão em conjunto
Nós temos três filhos, os gêmeos Davi e Gabriel, 13 anos, e Raquel, 11 anos. Eu e meu marido, César, já tínhamos ouvido falar do “homeschooling” -- ou educação domiciliar-- porque alguns amigos estrangeiros que moram no Brasil eram adeptos dessa modalidade de ensino. Mas levou muitos anos para adotarmos a prática. Nesse período, lemos muito e estudamos bastante o assunto, incluindo diversas pesquisas científicas mundo afora. Só então, quando eles estavam no início do ensino fundamental II, optamos por retirá-los da escola e ensiná-los em casa. Isso faz dois anos.O que mais nos motivou foi observar que havia excesso de conteúdos desnecessários, avaliações desconexas com a realidade, falta de vocação de alguns professores, muitas tarefas para casa e uma filosofia educacional comprovadamente ineficaz. Isso sem contar a carga horária pesada, que acaba por levar à perda da infância.
Estilo de vida

O avô das crianças ensina sobre mecânica e instrumentosimagem: Arquivo pessoal
Para nós, o “homeschooling” é um estilo de vida. Não é trazer a escola para dentro de casa. É aproveitar toda e qualquer situação para o aprendizado. É andar com um caderninho para anotar todas as perguntas que são feitas no carro, para depois pesquisarmos. É ensinar qual é o compositor clássico que está tocando naquele momento no rádio. É olhar para o céu estrelado e mostrar e nomear as constelações, falar sobre as estações do ano, sobre o eixo de rotação e a inclinação da Terra.
Fomos os pioneiros a adotar esse sistema em nossa família e é um privilégio contar com o apoio de todos. Aqueles que têm uma formação específica nos auxiliam com o conhecimento de sua própria área e aqueles que não têm formação ajudam com sua experiência de vida, o que devo dizer que vale tanto ou mais.
A beleza do ensino domiciliar é que você opta pelo que compreende ser mais importante para a formação de seus filhos. É lógico que estamos atentos às diretrizes do MEC para cada idade ou ciclo, mas compreendemos que muitas coisas que o Estado considera importantes na formação da criança e do adolescente, na verdade não são. No início do semestre eu preparo um plano de ensino para cada disciplina.
De contos de fadas a Homero

Hóspede da família ensina Raquel a fazer scrapbookingimagem: Arquivo pessoal
Aqui em casa adotamos a educação clássica. Além de todas as disciplinas comuns do currículo, estudamos a lógica formal, línguas antigas, como o latim e o grego (em um curso online em que pagamos uma única matrícula), filosofia, teologia, entre outros assuntos. As crianças são livres para se aprofundar em uma área do conhecimento de que gostam, como astronomia, física, culinária ou instrumentos. Elas têm energia e tempo para desenvolverem projetos como uma mão robótica feita de papelão, abrir eletrodomésticos estragados que acham na rua e que trazem para casa, construir móveis em miniatura, pintar, esculpir. Tudo contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida. Enquanto na escola aprendem nos livros, em casa experimentam a realidade.
Temos poucos livros didáticos, mas muitas enciclopédias, coleções, livros de apreciação de arte e de música, além de obras específicas sobre o corpo humano, astronomia, recordes, curiosidades. Lemos muitos livros clássicos, desde contos de fadas originais até Homero. É uma formação que não subestima a capacidade da criança, mas proporciona o ambiente para que ela possa aprender. Lembrando que não há necessidade de adquirir todos os exemplares, basta uma boa biblioteca pública ou um conhecido generoso que empreste.
Avaliação em tempo real

Crianças participam de atividade de imersão em inglêsimagem: Arquivo pessoal
Dá para avaliar em tempo real se seu filho está ou não aprendendo. De vez em quando, imprimo uma ou outra avaliação para dar uma olhadinha em como eles operacionalizam e transferem o conhecimento para questões mais estruturadas. Também tenho auxílio de pessoas que doam aulas de assuntos específicos, como botânica, música ou realizam acompanhamento bimestral das crianças em matemática.
Para ensiná-los, eu tirei uma licença na universidade onde leciono fisioterapia aplicada à neurologia, o Centro Universitário UNA, em Bom Despacho, cidade do interior mineiro. Dedicamos de três a quatro horas das nossas manhãs ao estudo mais formal, com livros e cadernos. Porém, fazemos grande parte das outras atividades juntos, experimentos científicos, leituras e pesquisas. Eles me auxiliam em todas as tarefas domésticas. À tarde, deixamos para atividades mais leves, como os projetos, leitura individual e aulas especializadas, como inglês e esportes. Os meninos fazem taekwondo com o pai em uma academia e eu e Raquel faremos natação este ano. Essas são algumas das poucas aulas que pagamos. Temos muitos passeios ao ar livre, visitas a museus e participamos da vida em sociedade, auxiliando pessoas que necessitam de ajuda, como uma mulher que acabou de ter bebê, um idoso que necessita ou um enfermo. Sempre que recebemos hóspedes, a regra é: quem vem tem que doar um pouco do seu conhecimento.
Certificados e concursos
A dúvida mais frequente das pessoas é se as crianças podem obter um certificado ou participar de um concurso no futuro. Há a possibilidade de obter certificação do ensino fundamental e do ensino médio por meio de provas que o próprio Estado fornece. Qualquer brasileiro portando uma carteira de identidade, respeitando-se a idade mínima para cada prova, pode inscrever-se na secretaria de educação de seu Estado. Este ano, o MEC reativou o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos). A partir daí, o jovem está apto a realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e entrar na Universidade, se esse for o caminho escolhido.Mas, e a socialização?

Crianças fazem trabalho comunitário com a supervisão de adultosimagem: Arquivo pessoal
Sempre escuto o argumento da “bolha” no que diz respeito à socialização. Que estamos criando nossos filhos longe da diversidade e que não saberão conviver e respeitar o diferente. Isso não é o que as pesquisas feitas nos Estados Unidos demonstram. As crianças educadas em casa são mais ativas socialmente, são adultos que se engajam mais em obras sociais e na política. Além disso, elas transitam muito facilmente em todos os ambientes sociais, se adaptam a todos os tipos de conversa, se envolvem com qualquer tipo de pessoa. E um último argumento é mais um desafio a uma reflexão: conviver com crianças da mesma faixa etária, do mesmo nível socioeconômico, de quatro a cinco horas por dia, em uma sala de aula em que quase não se pode falar, é uma socialização verdadeira? Para mim é uma segregação tão artificial, que às vezes me pergunto, quem está na “bolha” verdadeiramente?
Meus filhos dizem que não querem voltar mais para a escola. Além disso, desejam educar seus filhos em casa também. Penso que isso é prova suficiente de que estão gostando muito.
Legalidade ou ilegalidade
Tem gente que argumenta que o ensino domiciliar é ilegal, mas isto está mudando. Devido a uma ação de uma família do Rio Grande do Sul que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luís Roberto Barroso imputou à causa o valor de repercussão geral, ou seja, o que for decidido nessa causa será aplicado em todo território nacional. Por isso, ele suspendeu todas as ações contra as famílias na petição 65992/2016, o que nos ampara legalmente no momento, até que a decisão sobre a constitucionalidade do “homeschooling” seja tomada.Links das matérias:
http://redesuper.com.br/batepapo/a-educacao-domiciliar-tem-como-objetivo-combater-o-abandono-intelectual-diz-educador/
https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/01/23/tirei-meus-filhos-da-escola-para-educa-los-em-casa-e-nao-me-arrependo.htm